Maio 30, 2009
Ditado
Barquinho de papel desliza na água
leva embora o ditado escrito com tanto esmero.
Cada letra bordadinha
em seu devido lugar,
Encantava a professora
era bonito de se olhar.
Podia ser um barquinho de álgebra, ou ciência.
Mas seria muita responsabilidade para a embarcação.
Imagina informar os passageiros
sobre raiz quadrada de setenta e oito
ou, pior, contar sobre as células do corpo.
Melhor um barquinho pautado, bem aportuguesado
que sabe de cor e salteado
qualquer palavra que lhe perguntar.
Essa viagem, tem uma tripulação especial.
Junto com o barquinho
vai o trema que caiu em desuso e depressão,
e o acento de ideia, que não tem mais utilização.
Só ficou de fora o hífen,
que com tanta confusão,
esse o barquinho não leva não.
Entry Filed under: Poesia, Sobre letras e barcos. Tags: Poesia, Sabrina Davanzo.
1.
Francys Oliva | Maio 31, 2009 at 19:35
Ainda não tinha lido nada de sua autoria. Sua primeira vez por aqui, não é? Gostei. Uma escrita suave e tão agradável. Seja bem vinda por aqui, viu? Bjs
2.
Su | Junho 1, 2009 at 11:58
Eu achei esse poema tão lindinho, tão fofo!! Me vi pequenininha recitando esses versos!!!
Beijoos
3.
Cris | Junho 1, 2009 at 13:07
Que sensibilidade maravilhosa. Adorei sua participação. O mar sempre me faz sentir menina novamente. Bjs
4.
Paulo R Diesel | Junho 1, 2009 at 14:24
Um barco a ensinar regras em rimas gostosas de se ler.
Gostei Sabrina
5.
renato paiva | Junho 11, 2009 at 22:15
te via pequenininha , bonitinha e com todo o futuro pela frente ; hoje me sinto bem em ler uma poesia tua;
muito bom , bj