Archive for Março, 2009

Lunna Guedes

…Vestígios

(…)de repente o espelho mostrava aquela estranha figura humana, com traços desconhecidos. Uma investigação atenta teve inicio naquele momento. Uma busca por si mesma e os anos estavam todos ali, como se o reflexo no espelho fosse uma tela mágica a exibir o que se foi…

Tímido retrato improvisado que dispensa máscaras!

A lembrança a levava de encontro a enganos tantos. As ilusões dos tempos idos, perdidos em rugas, plásticas…

Reformas na pele e na alma!

Por um instante a navalha quis ferir a derme e por fim a tudo. Sem choro, sem dores, sem desesperos. Estava ali, a um simples toque, lento, com o sangue quente escorrendo na pele sombria. Ela engoliu seco. Fechou os olhos, sentiu o fino e frio corte da navalha. Respirou fundo, mas faltou-lhe coragem…

Estranha forma de coragem a criar espaços nos cantos!

A lágrima fria correu-lhe a pele e um sorriso repentino floresceu… Um rápido reencontro ocorreu. Um reconhecimento inédito. Era como se fosse a primeira vez ali, diante de si mesma… Ela colheu os silios, arrumou os cabelos. Retocou o batom, a sombra nos olhos. Incentivou-se na medida certa. A respiração voltou ao normal. A estranha face tinha desaparecido. Ela já se reconhecia ali naquele espelho feito em pedaços minutos antes…

O rosto nu, maduro, sensível era dela, mulher de quarentas vidas, destinos, ousadias, romances, ilusões, conquistas, sonhos… Não era mais daquela menina de vinte decepções, desilusões, distrações e fracassos…

Estava pronta para ser mais simples de agora em diante…

14 comments Março 30, 2009

Suzana Martins

Ela, só ela!

Aquela que canta, é a mesma que tece palavras…

Ela, só ela!

Aquela que chega de mansinho,
que tem sorriso cativante,
que é suave como a brisa,
agitada como um temporal,
que tem corpo pintado pelo sol,
é a mesma que ilumina e irradia a noite…

Aquela que tem corpo de sereia,
olhos de jabuticaba,
pensamentos de marinheiro,
que é levada pelo vento,
é a mesma que encara tempestades.

Aquela que pinta arco-íris,
que encanta com as cores do pôr-do-sol,
que se perde em águas,
que vive estações,
é a mesma que aprecia detalhes em preto e branco!

Ela, só ela!

Aquela abraça o sol, beija a chuva,
perde-se em palavras escritas na areia.
É a mesma que sonha, que viaja, que ama,
que pesca amores, amigos e ilusões.

Ela, só ela!

Aquela que é salgada,
que tem cheiro de maresia,
que nasce com o sol,
que é sedutora como a lua,
que anda com os pés na areia,
é a mesma que flutua em ondas,
que navega em poesias…

Ela, somente ela!

8 comments Março 30, 2009

Madalena Barranco

Fada Femina


Um sonho
emerge
de um desejo
e floresce Femina
de único suspiro.
Cresce Margarida
em jardim humano
com seu miolo amarelo
e pétalas de Lua nova.

Bem-me-fada
mal-me-fada.

Flor sabe que é flor
em finos dedos de Sol,
onde a emoção da Natureza
é o feitiço da chuva
de nuvem que se desfaz
e a terra fertiliza.

Madalena Barranco
http://flordemorango.blogspot.com

6 comments Março 30, 2009

Barbara Lia

ROSA CHÁ AZUL ANIL

Alma rosa chá.
Vestida de rosa chá.
Na casa rosa areia.

Leva – enquanto passeia –
um oceano de espantos
nas mãos:

Cinzas de rosas
no ar do quarto do avô
morto.

Mistério ácido na boca
- sabor do fruto vítreo –
de figueira desconhecida.

Açúcar cristal brilha
- mínimas estrelas –
nas mãos.

Céu rosáceo de Dali
desce ao chão
e incendeia
o futuro lilás:

rosa chá + azul anil

Linhas do destino
emaranhadas
- já no ventre
de nossas mães.

E apenas agora
o homem sagrado
envolto em acordes
de estrelas no cio.

- meu azul demorado!

 

 

Bárbara Lia é uma escritora brasileira.

Nasceu em Assaí, norte do Paraná, e vive em Curitiba. Publicou poemas em jornais literários como Rascunho, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote, Ontem choveu no futuro. Na Internet, tem textos publicados na Zunái, Cronópios, Blocosonline, Editora Ala de Cuervo, entre outros.

Bárbara foi por duas vezes finalista do Prêmio Sesc de Literatura: em 2004 com o romance Cereja & Blues (inédito em livro) e, em 2005, com o romance Solidão Calcinada (publicado em 2008 pela Secretária de Estado da Cultura).

Em 2004, o contista Paulo Sandrini e o poeta Fernando Koproski entraram em transe diante da linguagem da autora e a editaram pela Kafka Edições Baratas. Assim ela debutou no mercado editorial com O Sorriso de Leonardo. Dois anos depois, publica outro livro de poemas,Noir. Em 2007, saíram outros dois livros de poesia, O Sal das Rosas eA Última Chuva. Poemas cercados de simbolismos e de forte lirismo, Bárbara "desenvolve linguagem e texto refinados". Uma escritora que, embora já tenha uma obra enveredada, desponta como as estrelas e cores de seus escritos em nossa literatura nacional.

6 comments Março 30, 2009

André Auke

A menina de cera é bonita, ela é uma boneca de cera que se pinta para ficar mais bonita.

Ela não sabe que já é bonita.
Ela usa sua maquiagem para no espelho de seu banheiro não se ver.
Ela se vê no espelho da sala, sentada no sofá ou pelo menos acha.
Quem será a menina por trás da máscara de boneca pintada?
Ela não sabe que já é bonita?
Ela esqueceu… Ela se perdeu, dentro de uma revista de moda…
Corre para o quintal menina e volta a brincar, nina a boneca no seu colo, só para você lembrar que não precisa ser ela, para se encontrar.
O que será que tem por de trás da roupa dessa menina? É coração ou pilha?
Acorda menina do sonho que esconde o pesadelo, da aparência que disfarça a carência.
No final as lágrimas são adstringente, mas por dentro da face o pó corroí.
O tempo é pavil, mas também é soro.
Acorda minha bela menina.

8 comments Março 30, 2009

Adelaide Amorin

Ana Angélica

Fala de tanta coisa ao mesmo tempo em que no fim não sobra nada.

Ana Angélica, um nome assim tipo arrebatador. Não que ela faça o gênero – um pouco tosquinha, simpática e boa pessoa. Impossível é seguir o fio de seus pensamentos ou manter uma conversa coerente que dure mais de três minutos. O pensamento de Ana Angélica é como um tobogã transparente por onde deslizam incontáveis pedaços de assunto, nomes que não se sabe de onde vêm, lembranças e sensações mal definidas, misturadas como meadas de várias cores. Ana Angélica não conta uma história, conta várias ao mesmo tempo, e no fim é preciso fazer múltipla escolha entre os trechos de enredo e os finais. Por qualquer motivo ela ri, ri muito, o que torna suas falas uma colagem de palavras incompletas, mas coloridas.

Não, não é doida nem passa perto disso. É alegre e adora se divertir. Ninguém a encontra em casa nas noites de sexta ou a qualquer hora nos sábados, sendo que aos domingos vai à missa – diz que se faltar à missa alguma coisa muito ruim sempre acontece durante a semana – e dali parte para a praia se não chover. Depois almoça um churrasco em casa de amigos ou amigos de amigos, toma todas que aparecerem e vai dormir cedo porque segunda é dia de voltar ao posto de recepcionista de uma clínica de estética na Barra.

Tem um círculo de amizades surpreendentemente grande, variado e flutuante. Tem Orkut, adora sexo na internet e faz questão de espalhar suas fotos em todos os sites de relacionamento. Já fez dois abortos, porque diz que só quer filhos depois dos trinta e cinco e ainda tem vinte e oito. Fica, namora, sai sempre com alguém, faz qualquer coisa para não ficar sozinha, mas nunca demora mais de quinze dias com o mesmo cara.

Acredito que isso acontece porque uma vez passou uns meses com um sujeito que a trocou por outra e fez de seu coração risonho uma gruta escura. Caiu em depressão, parou de comer, quase morreu sozinha em seu canto. Os amigos a salvaram do desespero, mas depois do luto, voltou à rotina de variedades que a mantém sempre com o olhar brilhando e os dentes bonitos de fora.

Ana Angélica não quer servir de exemplo pra ninguém. Não se responsabiliza, e como tem o coração fácil de derreter, chora com facilidade, mas logo se distrai e esquece. Vive cada momento, não pensa no futuro nem pára em lugar nenhum do passado. Alguém já disse que ela é como espuma, sempre efervescente e renovada. Ana Angélica se especializou em esquecer.

6 comments Março 30, 2009

Flávia Muniz

medite sobre majestade

 

Ser mulher é assim:
colher navios de um índigo-blue
onde nem sequer há cais.
Outrossim é saber de véspera
o amanhecido imaginado nunca visto.
Mulher é saber correr risco
no amor que ama no dentro do peito.
Ela tem jeito de alvorecer e tempestade,
e mais ainda, que cabe e pode caber
quando é e deve ser.
Mulher é não conter a chama acesa,
faiscar palavras e ganhar o jogo.
O tabuleiro é ela com ela mesma.
É mais que arte ser mulher.

 

Informações sobre a autora:
Calor sem vento. Alguém diria: – uma brisa!
Canto. Poemo pra ventilar. É um convite: navegue.
Essas praias de cá tem peixe. Barqueio perto,
tenho sangue de ilha…
Há uma homônima também escritora,
mas eu não sou ela.
Eu sou eu.

Me encontre aqui também:
- "Flávia Muniz e o olho mágico"
-
"Luisa mandou um beijo"
- "Boa tarde, Senhor Smith"
"Poema dia"(publico todo dia 6 de cada mês)

4 comments Março 30, 2009

Jana Lauxen

Um Presente de Junkie

Uma menina vestiu-se de cavaleiro
Mas saiu a pé pelo mundo afora.
Desejando o amor que Calíope um dia encontrou
nos braços de um Corso viciado e atormentado por alucinações más.

Um zepelim cortou os céus de uma meninice perdida
no fundo de um baú cor de rosa.
- Se queres encontrar Calíope e seu amor amargurado, escute o conselho de um velho comandante: quando passar, doce criança, não deixe feridos.

Pela Escandinávia
Lemingues fugiam do frio mas caíam nos fiordes no mar.
Todos diziam que eles buscavam a morte;
Mas a menina sabia, de um modo inexplicável de compreensão,
Que tudo que eles desejavam era um pouco de calor.

Quando cruzava oceanos ainda cobertos pelo desconhecimento dos homens – ora, tão bobos
À bordo de um navio pirata,
Com bucaneiros bêbados, cambaleantes, cheios de maldade e amor,
A menina ouviu seu capitão gritar, do convés, uma garrafa de rum na mão esquerda:
- Se não fosse por nós, bárbaros, o mundo não teria arte, não teria beleza.
E o pai, cheio de heroína em suas veias bailarinas
Não tendo mais nada a proporcionar ao filho herege
Ofereceu-lhe o que ainda tinha para dar:
um rim.
Um rim viciado em tantas ínas.
Um rim é um presente de junkie.

Pelas frestas mais imundas da vida humana
A menina encontrou quem da pobreza levantasse uma bandeira
Fazendo da fome um distintivo de honra.
Todos esperavam em uma estação
onde todos os destinos eram errados e fantasmáticos.
- É tarde demais para o prazer, tarde demais para qualquer coisa que nos faça feliz.
Ela discordou e por isso teve de ir embora.
Com as moedas que ganhou de transeuntes cegos e fátuos
O músico que era mendigo comprou veneno.
Morreu sozinho em um sótão abandonado
Onde ainda ontem funcionava uma taverna de animadas mulheres
Dançando em suas saias cheias de rendas, fendas e paetês.

Em um guardanapo
A menina escreveu palavras sem sentido
E soube, desde então, que o homem move-se por
Paixão
Dor
Lucro
Ou Desastre
E qualquer outro caminho levará ao seu próprio sexo
e ao seu próprio estômago.

O homem cometia pecados santos.
A irmã má tinha um coração parado, como um relógio quebrado.
E Calíope oferecia tudo o que tinha por um pedacinho de paz
E Calíope virava outra lenda em um coração vazio.


Informações sobre a autora:

Continuo dando as ordens lá no meu blogue.
Também sou co-editora da versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine e, orgulhosamente, e-ditora do E-Blogue.com.
Estou ainda organizando uma antologia de contos policiais brasileiros pelo selo Anthology, da editora Multifoco, chamada Assassinos S/A.
E vira e mexe, claro: meto meu bedelho aqui e ali.

5 comments Março 30, 2009

Regina Ramão

O Doce sonho de Irene


Irene estava quietinha, sentada em sua poltrona preferida, na larga varanda, rodeada de plantas em vasos de cerâmica de vários formatos e tamanhos. Enrolada no velho xale azul, desbotado pelo tempo, em suas mãos o livro de páginas amarelecidas, uma edição antiga de “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë, o romance que embalara a sua juventude, a sua idade adulta e, agora, a sua velhice.

Quando tinha apenas treze anos, um amigo de seu pai o havia emprestado, pois sentia necessidade de ajudar a despertar o prazer pela leitura nos jovens que encontrava pelo seu caminho, ainda mais aqueles que não dispunham de livros em casa. Era um livro de bolso, mas enorme aos olhos da pequena Irene. Suas noites de adolescente, naquela cidade fria do interior, onde o sono custava a chegar, tinha nas páginas do romance um momento de sossego e alento.

O romance forte e poderoso, que ultrapassava a barreira da morte, entre os personagens Heathcliff e Cathy, faziam Irene estremecer durante as horas em que devorava as páginas do livro, num misto de medo, prazer e sonho. Na tenra idade e lendo uma obra com tamanho vigor, Irene sentia-se transportar para as imagens mentais que fazia, era a própria Cathy, perdidamente apaixonada pelo bruto, selvagem, ardente e sensualíssimo Heathcliff. E foi assim, com essas imagens formadas em sua mente que adentrou a adolescência, buscando encontrar alguém que fosse o ’seu’ Heathcliff.

Irene não sabia que a realidade dificilmente imita a ficção, encontrou muitos rapazes, mas nem de perto correspondiam ao perfil que havia traçado. Com o passar do tempo, e após várias frustrações, acomodou-se, aceitando o fato de que a busca era inglória.

Conheceu já adulta, um homem muito bom, atencioso, gentil, educado, amoroso. Casaram-se, tiveram filhos, crianças lindas e saudáveis, que foram criadas com afeto e dedicação de ambos. Nesta época Irene releu o romance de Emily, já não tinha mais as ilusões de uma adolescente com os hormônios em ebulição e com o cérebro em espera. Agora ela era uma senhora, esposa e mãe de família, sabedoura das suas responsabilidades, e a releitura deste romance a fez sentir que o tempo havia passado e o quanto havia se perdido em devaneios, na esperança de que algo semelhante pudesse ter se realizado em sua vida.

Os filhos de Irene cresceram, um dos rapazes fez intercâmbio de estudos, indo para os Estados Unidos, arrumou serviço fixo e casou-se com uma americana, nunca mais voltou. O outro foi servir ao Exército, tornou-se efetivo, e hoje trabalha no norte do país.

A sua filha, era uma brilhante aluna, formou-se em administração, estava exercendo um excelente cargo em uma multinacional, conheceu um executivo, resolveram casar, ela engravidou, teve uma criança linda e saudável, mas sofreu de depressão pós-parto, não retornando ao seu estado normal, foi internada em uma clínica psiquiátrica, e o seu bebê levado para ser criado pela avó paterna, que morava na Espanha. Durante muitos anos Irene acompanhou o tormento de sua filha, até que um dia, chamada à clínica, recebeu a notícia que, devido a uma dose errada de medicamento, ela havia sofrido convulsões que culminaram em uma parada cardíaca e que, apesar dos esforços para salvá-la, não foi possível.

Depois desta perda, Irene passou a viver como um autômato, e assim se passaram muitos anos.

Quando perdeu o seu marido, mesmo com o filho militar querendo que ela fosse morar com a sua família, ela preferiu morar numa casa geriátrica, pois entendia que não tinha o direito de invadir a privacidade da família do filho, ainda mais que durante anos não houvera convivência nem intimidade. Foi atendida em seu desejo.
Hoje, Irene observa o jardim que rodeia a casa onde reside com outros idosos, seus olhos cansados buscam na paisagem uma brisa do passado, descansa o livro sobre o colo, sente o coração apertado, cruza as mãos enrugadas sobre o livro, inspira profundamente o perfume das flores, cerra os olhos e se deixa adormecer, e no seu sonho, tal como na adolescência, incorpora a sua Cathy e encontra-se com o seu Heathcliff, ambos correndo pelos campos, repousando à beira do riacho de águas transparentes, trocando olhares, carícias, beijos apaixonados e amando-se na relva com ardor juvenil.

3 comments Março 30, 2009

Erica Salatini

Josefina, uma nota introdutória


Desta vez Josefina andava pelo cenário decomposto do parque de diversões. As últimas cenas ali gravadas vieram-lhe à mente junto com o verso da canção usada na trilha sonora.

Quando tudo acabaria? Estava tão cansada. Mentia para si mesma que era uma personagem importante, que seria reconhecida, se tornaria famosa. Mas era só um figurante que passava como sombra… Talvez em muitas cenas… Um fantasma desconhecido que recitava um verso estranho. Numa noite estranha. Um mercado estranho. E as luzes florescentes, coloridas e embriagantes a deixavam desnorteada. Charles talvez tivesse razão, faria sempre essa parte em todos os textos em todos os filmes se tornaria cantora de um bar noturno sujo que ninguém se importa não teria glória nome ou dinheiro. Repetia-se isso todos os dias antes de todos os ensaios inacabáveis inacabados.

A música e o verso acompanhavam seus passos onde quer que ela caminhasse. A sensação era de desconsolo solo sol… Um estrondo. Um gato saltava sobre um latão de lixo. Máscaras e perucas coloridas de palhaços surgiam de dentro de um saco preto rasgado, posto ao lado do latão. Apanhou uma delas. Verde clara. Vestiu. A alma cada vez mais triste.

Blog.
www.ericasalatini.blogspot.com

4 comments Março 30, 2009

Vigéssima Primeira Edição…

Coletânea Artesanal

Ano III – XXI Edição

Ano 2009

farfalla-2

Retrato Natural…

A segunda edição do Coletânea Artesanal em 2009 vem propor um olhar atento no espelho – encarando aquela figura mística que lá está que bem pode ser eu ou você…

Lunna Guedes

Assim sendo…

.

.

Seja Bem Vindo

Para ler a edição atual
clique no nomes dos autores abaixo:


Poesia…

Antonio Franco Alexandre
Adriana Costa
Lunna Guedes
Madalena Barranco
Fernanzo Rozano

***********

Contos

André Auke
Lua Durand
Marco Antonio
Rosa Aragon
Paloma Mariano


Add comment Março 30, 2009

Femina

Coletânea Artesanal

Ano III – XXII Edição

Ano 2009

coletaneartesanal_thumb[2]

No mês da mulheres, a gente decidiu aqui no Coletânea Artesanal fazer nessa edição de março, o que é quase humanamente impossível: desvendar o universo dessas milhares de meninas que andam pelas ruas das mais diferentes cidades e que são filhas, mães, avós, irmãs, esposas, amigas, amantes, profissionais, todas iguais – porque são Mulheres…

O meu lado poeta as definem assim: “És amiga e amante do tempo, saborosa como o vinho e completamente perceptível a aromas, sabores e toque. Há momentos em que elas se tornam tão práticas, que o romantismo é tratado com simplicidade. Nos olhos traz doçura, liberdade, serenidade. Mulheres que são fortes e sensíveis, frágeis e poderosas, sábias, maternais e companheiras. Mesmo alegre chora, mesmo tímida comemora, contrastam-se em sorrisos, e nas filosofias guardadas no bolso, na bolsa e no coração. Brilhante quando estão apaixonadas, realizada quando se tornam mães… Essas meninas na pele de mulheres conseguem superar a si mesmas as vezes. Não é fácil. As vezes dá vontade de “chutar o balde”, sentar num canto e chorar, copiosamente… Mas essas meninas respiram fundo, olham para o alto, enxugam as lágrimas, rangem os dentes e finalmente deixam escapar o sorriso. Porque ser mulher é isso – é colorir o preto e o branco e brilhar em noites escuras”…

Já o meu lado menina-mulher se encanta em perceber que antes de mim existiram muitas outras e que elas souberam fazer a diferença e quando eu olho no espelho, retoco a maquiagem e me preparo para mais um dia, eu respiro fundo e penso “eu também vou fazer a minha parte”… Essa edição trás um olhar sobre o Feminino a partir das palavras dos nossos autores convidados…

 

Boa leitura para vocês Suzana Martins

Seja Bem Vindo

Para ler clique nos nomes abaixo

Contos.

Andre Auke Adelaide Amorin Erica Salatini Lunna Guedes Regina Ramão

Poesia.

Barbara Lia Jana Lauxen Flávia Muniz Madalena Barranco Suzana Martins

1 comment Março 30, 2009


Páginas

Um sopro de inspiração que chega nas mais diversas horas - um olhar mais atento que capta e entende...

Uma paisagem do qual você passa a fazer parte e para se surpreender basta virar a página.

Edição.
Lunna Guedes
Suzana Martins

Participam desta edição…

Edições Anteriores…

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